O Eu que fez a mandala aquele dia naquela mesa já não é mais o mesmo. Hoje eu mudei algumas pequenas percepções e me altero nos sentimentos. A mandala diz muito respeito ao que eu sou no momento mas se eu desenhar outra mandala, uma hora depois, o desenho já não será o mesmo e assim se prossegue a vida em sua bela roda de inconstâncias.
O rio que passa nunca é o mesmo, não é?
Então o que Eu Sou? Um aglomerado de experiências passadas mas ao mesmo tempo uma grande processadora do presente e ao acessar o presente o aglomerado de experiências cresce e nunca é o mesmo.
Então arrisco dizer, como ja dizia o velho Raul, que sou uma metamorfose ambulante.


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